The Social Dilemma: Quem está realmente a controlar a tua atenção?
- IKIGAI - Equilíbrio Digital
- 31 de jul.
- 3 min de leitura

Vivemos numa época em que os ecrãs fazem parte do nosso dia a dia. Comunicamos, aprendemos, divertimo-nos e relacionamo-nos através deles. No entanto, será que somos nós que controlamos a tecnologia… ou será a tecnologia que acaba por controlar parte das nossas escolhas?
No âmbito do IKIGAI – Equilíbrio Digital, deixamos uma sugestão de visualização que pode ser um excelente ponto de partida para refletir sobre esta questão: The Social Dilemma (2020), um documentário recomendado para jovens a partir dos 14 anos, famílias e educadores.
Ao longo do filme, antigos colaboradores de algumas das maiores empresas tecnológicas revelam como as plataformas digitais e as redes sociais são concebidas para captar e manter a nossa atenção durante o maior tempo possível. Paralelamente, acompanhamos a história de uma família que enfrenta os desafios do uso excessivo das redes sociais e do impacto que estas podem ter nas relações, no bem-estar e na autoestima.
O que podemos aprender com este documentário?
The Social Dilemma leva-nos a pensar sobre vários temas que fazem parte da realidade de muitos adolescentes:
Como os algoritmos escolhem aquilo que vemos nas redes sociais.
Porque é tão difícil pousar o telemóvel depois de começarmos a fazer "scroll".
A influência das redes sociais na autoestima e na forma como nos vemos a nós próprios.
A comparação constante com a vida aparentemente perfeita dos outros.
A disseminação de notícias falsas e da desinformação.
A forma como a tecnologia pode influenciar opiniões, comportamentos e decisões.
O documentário não pretende demonizar a tecnologia. Pelo contrário, convida-nos a utilizá-la de forma mais consciente, crítica e equilibrada.
Refletir é o primeiro passo para mudar
Depois de assistir ao filme, vale a pena parar para conversar. A verdadeira aprendizagem acontece quando questionamos os nossos próprios hábitos e ouvimos diferentes perspetivas.
Algumas perguntas que podem orientar essa reflexão:
Quem controla realmente o tempo que passo no telemóvel?
Porque é tão difícil parar de deslizar nas redes sociais?
Como me sinto depois de passar muito tempo online?
As redes sociais fazem-me sentir melhor ou pior comigo próprio?
Até que ponto as sugestões que recebo influenciam as minhas escolhas?
Sou eu que utilizo as redes sociais ou são elas que acabam por me utilizar?
Mais do que reduzir o tempo de ecrã
O desafio não passa por eliminar a tecnologia do nosso dia a dia. Os ecrãs fazem parte da forma como comunicamos, aprendemos e nos divertimos. O verdadeiro objetivo é aprender a utilizá-los de forma consciente, crítica e equilibrada.
Desenvolver hábitos digitais saudáveis implica reconhecer quando a tecnologia contribui para o nosso bem-estar e quando começa a ocupar espaço que poderia ser dedicado ao descanso, à atividade física, às relações presenciais, aos hobbies ou ao contacto com a natureza.
Ao promover a reflexão sobre estes temas, ajudamos os jovens a desenvolver competências essenciais, como a autorregulação, o pensamento crítico, a tomada de decisão e a capacidade de estabelecer uma relação mais saudável com o mundo digital.
No IKIGAI – Equilíbrio Digital, acreditamos que o equilíbrio não significa escolher entre o online e o offline, mas sim encontrar um lugar para ambos na vida, de forma consciente e intencional.
Um desafio IKIGAI
Depois de veres The Social Dilemma, experimenta fazer este pequeno desafio:
Durante um dia, observa quantas vezes pegas no telemóvel sem um motivo específico.
Pergunta-te:
Foi por necessidade ou por hábito?
O que procurava naquele momento?
Como me senti depois?
Pequenas mudanças começam com pequenos momentos de consciência.
No IKIGAI – Equilíbrio Digital, acreditamos que a tecnologia pode ser uma ferramenta extraordinária quando é utilizada com intenção e equilíbrio. Desenvolver uma relação saudável com os ecrãs é uma competência essencial para o presente e para o futuro.
Porque o mais importante não é estar mais tempo online… é viver mais plenamente offline.



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