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Uma reflexão sobre beleza, redes sociais e autenticidade

  • IKIGAI - Equilíbrio Digital
  • 11 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
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O texto que se segue é da autoria de Carolina Marta, estudante da licenciatura em Psicologia na Universidade do Algarve. A Carolina encontra-se a realizar um período de estágio de observação não curricular no projeto IKIGAI, no qual tem colaborado de forma significativa, contribuindo para as atividades desenvolvidas a partir da sua perspetiva académica e experiência emergente na área.

Em outubro de 2025, a estudante participou num programa Erasmus de curta duração, cuja temática se articulou diretamente com o domínio de intervenção do projeto. Apresenta-se, de seguida, o seu relato de experiência e a reflexão que dele emergiu.


"Durante a minha participação no projeto Erasmus de curta duração na Estónia, chamado Beauty is a Beast, tive a oportunidade de refletir profundamente sobre a forma como as redes sociais influenciam a nossa perceção de beleza e o impacto que isso tem no nosso bem-estar.

Falámos sobre os padrões de beleza que vemos todos os dias no Instagram e no TikTok, e como eles moldam (muitas vezes de forma negativa) a forma como nos vemos a nós próprios. Percebi o quanto é fácil cair nas comparações e o quanto isso pode afetar a nossa autoestima e a nossa relação com o corpo. As redes sociais, apesar de serem uma ferramenta poderosa de comunicação, também podem ser um espaço tóxico quando promovem uma visão irreal da beleza.

Uma das atividades que mais me marcou foi um workshop sobre “ver a beleza de outra forma”. Uma das participantes estonianas voluntariou-se para ser “cobaia” numa atividade em que o grupo foi convidado a pintar o corpo dela. A ideia era explorar o conceito de beleza para além das aparências — usar a arte e o corpo como forma de expressão e de aceitação.

No entanto, a atividade gerou debate. Alguns colegas, especialmente da República Checa e da Estónia, sentiram-se desconfortáveis ou optaram por não participar. Até a própria voluntária, mais tarde, partilhou que se tinha sentido invadida com tanta gente à volta. Essa partilha abriu uma discussão muito interessante sobre os limites pessoais, as diferenças culturais e o significado de “beleza” em cada sociedade.

Com esta experiência, aprendi que a beleza não tem uma definição única e depende muito da cultura, do contexto e, principalmente, da forma como cada pessoa se sente consigo mesma. E, ao mesmo tempo, percebi como as redes sociais tendem a apagar essa diversidade, promovendo uma imagem única e muitas vezes inatingível.

Relaciono esta experiência com o espírito do projeto IKIGAI: encontrar o equilíbrio e o bem-estar, também no modo como usamos as tecnologias e como nos relacionamos com a nossa própria imagem. A beleza está na autenticidade e no respeito pelos limites, quer seja os nossos ou os dos outros. E talvez o primeiro passo para um uso mais saudável das redes sociais seja exatamente este: lembrar-nos de que o valor de cada pessoa vai muito além do que se vê no ecrã".

 
 
 

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